segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Acontece comigo

É, realmente, algumas coisas acontecem comigo e eu fico pensando no porquê.
Por partes:
1. Com o calor de Foz, adotei o linho na minha vida;
2. Comprei uma água sanitária com defeito na tampa. Fui consertá-la e derramei água sanitária na calça bege;
3. Estraguei a calça;
4. Mandei tingir a calça;
5. A calça encolheu.

Alguém, menor que eu, se candidata a ganhar uma calça bege, agora marrom, encolhida?

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Algumas observações sobre a Rússia

Não é um relato de viagem como eu gosto de fazer para ter a memória das coisas, é só um apanhado de coisas que me chamaram a atenção.

A nossa viagem foi realmente uma aventura. São Petersburgo e Moscou são cidades lindas, mas me senti meio oprimida por moscou. uma coisa meio eixo monumental/esplanada dos ministérios. tudo muito espaçado e tudo muito grande. toda aquela arquitetura do stalin que te deixa pequenininha, pequenininha.

É tudo muito engraçado quando você começa a ver os símbolos do regime. lembrei-me muito da minha dissertação do mestrado com aquilo que governos, elites, superiores não apagam para que a gente seja lembrado do que tem que esquecer. Ressignificações.. Muito interessante.

Um prédio do Stalin (são sete - as sete irmãs) virou um hotel hilton: http://www1.hilton.com/en_US/hi/hotel/SVOHFHI-Hilton-Moscow-Leningradskaya/index.do

Tinha anúncio do mcdonald`s na Estação Finlandia (estação onde fica a praça lenin em st pete, e que é a estação em que ele desceu ao voltar do exílio em 1917).

Não sei, tive uma impressão de que muita gente ainda vive no regime (mais idosos), com roupas simples e hábitos simples, mas os jovens QUEREM viver o capitalismo. Roupas de marca, maior número de louis vuitton, chanel por m2. Muitas filiais de coisas internacionais e muito pouco local. E mesmo local não parece mais tão autêntico (se é que isso realmente existe). Você tem a impressào de as coisas funcionam"tudo ao mesmo tempo agora".

Essa impressão foi mais presente em Moscou. St pete é mais acolhedora. O Paulino teve um problema:quebrou um dente comendo pão italiano no segundo dia de viagem. E juro que o restaurante era ótimo e o pão estava muito bom. Enfim, fomos atrás de um dentista na rússia. o seguro viagem nos mandou para a pqp de St Pete. Foi muito legal. pudemos ver um outro lado da cidade, com as pessoas reais. Talvez por isso tenha gostado mais de St. Pete.

Outra coisa que me chamou atenção foi que tudo é muito caro, absurdamente caro. e o capitalismo selvagem tomou conta. Mesmo em lugares normais (alguns shoppings), você paga para ir ao banheiro, por exemplo. tá, não é uma fortuna, mas é pago. Nada contra pagar para ir ao banheiro na rua, especialmente se ele for limpinho. Mas em um shopping?? É a mesma indignação de pagar estacionamento quando consumimos no shopping.

sábado, 20 de novembro de 2010

O número de sorte é o três!

Aprendi uma coisa em Foz: meu número de sorte é o 3!

E não tem nada de superstição nisso.

Montando as coisas da casa, descobri que não adianta agendar um serviço uma vez e nem duas. Eles só aparecem na terceira vez mesmo. E muitas vezes em um horário/dia que você não agendou.

Justificativa? Não sei, já que eles nunca ligam para avisar que não vão. Você sempre fica esperando e, se resolve ligar para perguntar algumas coisa, não ganha sequer um pedido de desculpas.

É, novo hábitos!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tempo, tempo, tempo

Muito tempo sem escrever. O bom de ter um blog descompromissado é poder escrever quando me apraz. Tinha várias coisas que eu queria ter registrado nesses tempos, mas não achava o bendito tempo para fazê-lo.

Desde maio, vamos ver: foram algumas viagens mais e uma mudança de cidade.

Mala e cuia nas mãos, viemos para Foz do Iguaçu. POr enquanto, tudo bem, mas estou estranhando morar em uma cidade menor.

Explico: Eu sou do Rio, onde morei mais da metade da minha vida. Fui para Brasília e fiquei uns bons dez anos. Segui para Curitiba e fiquei dois anos e meio. Agora Foz...

Enfim, acho que vai ser legal descobrir uma cidade aos poucos..

domingo, 30 de maio de 2010

Mais da Turquia: Pamukkale

Depois do passeio fenomenal pela Capadócia, tivemos o maior mico da viagem inteira!!

O marido queria conhecer Pamukkale, que significa castelo de algodão (pamuk=algodão, kale=castelo - lembra daquele autor turco que ganhou o premio Nobel? Ohran Pamuk?).

BemPamukkale é uma formação rochosa com vários olhos d'água, só que a água é muito cálcaria e cobre as pedras de branco. Imagine uma montanha toda branca, cheia de piscinas. Isso é Pamukkale!

Para compelatar, há uma cidade romana muito bem preservada perto das piscinas: Hierápolis. Falo mais de Pamukkale depois.

O nosso mico foi ter ido para lá de ônibus! Dez horas em um ônibus sem banheiro! O ônibus era muito confortável (leito), com tv e lanchinho, mas sem banheiro! Acho que o problema é que os turcos são muito limpinhos e não admitiriam aquele cheiro de banheiro no ônibus deles!

Pois bem, com isso eles faziam paradas a cada hora para deixar o povo ir ao banheiro. O problema é que quando eu decidi fazer uso dessa parada, encontrei um daqueles banheiro que você precisa usar de pé e agachar. Exige uma certa experiência, que eu não tenho. Pois bem, quando saio do banheiro bem tranquila, dou de cara com o marido deseperado porque o ônibus estava saindo. As outras paradas eram de mais ou menos vinte minutos e essa não deve ter durado cinco. Saímos correndo pela rodoviária deserta de alguma cidade no meio da Turquia. Foi só subir o primeiro degrau do ônibus que o motorista arrancou.. Ali me bateu o desepero: sem falar turco e com a possibilidade de ficar "para sempre" em algum lugar que eu não sabia onde era... "Ficaadica", não demore no banheiro, ou melhor, não vá ao banheiro no interior da Turquia.

Marido até se divertiu depois assistindo a uma novela turca. Como novela é tudo igual, saber turco não fazia a menor diferença, mesmo com a trama complicadíssima!

Bem, chegamos, depois de muitas horas, a Pamukkale, às cinco e meia da manhã. Nosso motorista só chegaria às 5h45, o que nos levou a quase cair no maior golpe do mundo.

Estávamos meio sonolentos, quando o onibus chegou, o que facilita a aplicação do golpe. Eu só escuto o povo gritando Pamukkale e um cara dizendo que ia nos levar para o hotel (sem nem saber qual era o nosso hotel). O marido e mais um monte de japoneses/chineses/coreanos entregaram as malas para o cara. Não sei o que me deu que eu acordei do estado zumbi em que eu estava e pedi para o marido pegar a nossa mala que nós não íamos com aquele cara. Nós esperaríamos o nosso motorista.

O turco ficou revoltado de nós não irmos com ele e começou a gritar comigo querendo o voucher do motorista e o voucher do hotel. E aí o cara não falava inglês direito, eu não falava turco.. Tentei ligar para nosso motorista, que não falava inglês e o cara turco ficava insistindo que a gente deveria ir com ele.. Tentava falar com o nosso motorista. Não sei onde os japas estavam a essa hora. Graças a Deus eu até que sou esperta às cinco e meia da manhã. Fui até o balcão de uma das empresas da rodoviária e pedi para o cara ligar e falar em turco com o motorista para dizer que nós estávamos lá. Enfim, o cara ficou revoltado.. Finalmente o nosso motorista chegou, super arrumado, de terno e tudo, e nos levou para o hotel. O maravilhoso Melrose Algau, que nos acolheu prontamente, mesmo antes do horário do check-in.

Chegamos ao hotel, dormimos, tomamos café e conseguimos aproveitar o lugar.

Pamukkale é um lugar lindo. As piscinas de calcário ficam protegidas, mas são um cenário fantástico. Só podemos entrar em algumas. Fora isso, tem uma piscina de água quente em que você nada junto às ruínas da antiga cidade romana de Hierápolis. Sério, a gente ficava conversando em cima de uma coluna romana ou uma estátua.

O museu vale muito a pena também. E o passeio pela cidade é muito legal. É quase Pompéia. Um anfiteatro lindamente restaurado pela cooperação italiana. Maravilhoso!

O segundo momento ruim da viagem foi o fato de eu ter tropeçado em Pamukkale e arrancado a tampa de um dos dedos do pé... E isso bem na parte cima da cidadela e aí ter de vir a pé, enfiando o dedo machucado nas piscinas de calcário (não vou postar foto). Pelo menos o calcário foi cicatrizante..

Voltar para o Melrose Algau foi outra bênção! O hotel é baratíssimo, com diárias que começam às sete da manhã e terminam às sete da noite. É um hotel familiar mesmo! Aprendemos sobre a região, vimos como se produz as azeitonas em conserva que eles servem no restaurante. Provamos romã do quintal... Uma verdadeira jóia em Pamukkale. Ah, e uma parte importante: a dez minutos do parque onde estão as piscinas e Hierápolis! Perfeito! Reservei pelo Bookings.com

Como combinado com a Agência da Capadócia, nosso motorista apareceu no horário combinado e nos levou para Denizli, cidade de onde partia nosso vôo para Istambul. Aeroporto novinho, vôo no horário e o serviço impecável da Turkish Airlines!

terça-feira, 25 de maio de 2010

E a Capadócia continua

O problema na Turquia é que eu não falo turco. O turismo no interior da Turquia ainda é incipiente e, então, é difícil encontrar alguém que fale outra coisa que não seja turco. E quando você encontra, eles falam alemão. Meu alemão se resume a Olá, obrigada, eu te amo e algumas coisas básicas. O meu turco vai do olá ao obrigada! Então, a comunicação ficava difícil às vezes, mas imagino que muitos turistas passem por isso no Brasil.

Depois do balão fomos fazer um passeio com guia! Eu não gosto muito desses esquemas CVC, mas contratei o serviço de uma agência Argeus, lá na Capdócia mesmo. Resultado, fizemos um tour privado com direito a ficar o tempo que a gente quisesse nos lugares! Vimos de perto aquilo que a gente viu de cima no balão.

A região tem muita história, Paulo pregou na Capadócia antes de ir para Éfeso (lembra da carta aos efésios? é na turquia). Aliás, Paulo pregou em todos os lugares possíveis. Haja perna e corda vocal! Por conta disso, ali era o lugar de vários mosteiros e um lugar de peregrinação, antes da Turquia ser dominada pelos turcos otomanos.

Como diz a música, São Jorge é da Capadócia. E aí, tudo clareou: a paisagem da lua de São Jorge é a Capadócia! risos! Você pode conhecer as igrejas escavadas na pedra e as cidades subterrâneas em que os primeiros habitantes se escondiam (os hititas, lembra deles?) dos ataques persas!

Fomos também ao Vale das Fadas, com aquelas chaminés de formas fálicas. Putz, quase me perdi naquele mundão de esculturas. Lindo!

Marido até resolveu se arriscar e subir em uma das cavernas escavadas no "segundo andar das rochas", onde o guia brincava quando era criança.. Eu fiquei na parte de baixo para tirar fotos.. Claro, a minha falta de coordenação até permitiria a subida, mas ficaria lá para sempre com medo de descer!

Almoço incluído no passeio em um restaurante típico! Adorei essa agência: nada de prato pronto! Cardápio liberado! Comi uma coisa que era igual, igual, ao barreado do Paraná! E claro, uma amostra de todas as sobremesas, para que eu me refastelasse nas Baklavas!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Assunção ou quem tem medo do Paraguai?

Viajar a trabalho é sempre um momento tenso. São tantas coisas para ver, fazer, resolver que o turismo fica largado lá, bem distante, no último plano.

Dessa vez não foi diferente, mas conseguimos nos divertir um pouco!

Passei uma semana em assunção com a Rafa e fizemos algumas descobertas, especialmente sobre o câmbio. Pois bem, estabelecemos duas marcas como barato e caro, respectivamente, uma promoção do Mc Donald's e a corrida de táxi do aeroporto para a cidade. Esse foi o único jeito de conviver com os milhares de guaranis nos bolsos.

Não conseguimos investigar muito bem a night de Assunção, mas nos divertimos no Paseo Carmelitas, que oferece várias opções, mas me deu a impressão de que tudo termina muito cedo. Ou as pessoas seguem para outros lugares que não tivemos a astúcia para descobrir quais.

Recomendações:

Chipas do Restaurante Bolsi, no centro. A verdade é que as chipas foram o que mais me encantou na culinária paraguaia. A sopa paraguaia deixou um pouco a desejar... Embora não tenha encontrado o site do restaurante, segue aqui um site com comentários sobre o restaurante.

São Roque: massa deliciosa! De verdade. Um ravioli a bolonhesa com um tempero único!

O que mais me impressiona nessas críticas/comentários são as pessoas falando um pouco amedrontadas sobre a comida no Paraguai. A verdade é que eu passei muito bem em Assunção: fui muitíssimo bem tratada, não tive qualquer problema com táxis, andei a pé com tranquilidade, comi muito bem, tomei bons vinhos.

Assunção é uma cidade pequena e, talvez por isso, tem aquela carinha de cidade do interior, a qual se vai visitar os avós (não os meus, que moraram no Rio depois de chegarem de Portugal).

No que tange aos pontos turísticos, algumas coisas me impressionaram, como o Palácio do Governo e o Gran Hotel del Paraguay. Os dois edifícios estão relacionados à Guerra (do Paraguai para a gente e da Tríplice Aliança para eles). Pois bem, é inevitável o sentimento de culpa por ter feito do Paraguai terra arrasada, o que em muito contribuiu para a situação de hoje.

É estranho ver uma escultura, logo que se chega a Assunção, de uma mulher carregando uma criança, à frente de um soldado morto. A resistência paraguaia, ou o que sobrou da guerra, está sintetizada nessa imagem. Achei bem forte...

Voltando aos edifícios: o Palácio do Governo era a residência dos López e é realmente um palácio. Já o Gran Hotel del Paraguay foi construído usando algumas estruturas da casa de Madame Lynch, amante, ou melhor companheira, de Solano López, el Mariscal. Um teatro com a pintura original tornou-se o restaurante do hotel. Lindo, lindo.

Tive um grande estranhamento ao ver placas do Exército brasileiro, e também do argentino, reverenciando os heróis do Paraguai no Panteon de los Heroes, também no Centro. Eu sei, a Guerra tem muito tempo, os países têm relações de amizade, mas eu esperava um pouco mais de coerência. Ou ao menos um pedido de desculpas, não sei explicar.

Comprinhas, porque ninguém é de ferro:

Artesanato:
gostei da loja Folklore. Encontri muito mais coisas que nas feirinhas e por um preço honesto. Ñanduti é das coisas mais lindas que eu já vi. O bordado/renda é de uma delicadeza impressionante.

Supermercado:
Mostarda Savora. Embora tenha sido comprada pela Hellman's, ainda tem um gosto muito especial, deliciosa é bem baratinha. É argentina, eu sei, mas tem no Paraguai!

Temperos mil! Um festa para os olhos e o paladar!

Shopping: Não deu tempo de passear em shoppings. Fomos apenas ao Shooping Mariscal López. Ouvi dizer que o Shopping del Sol e algumas galerias no Centro são ótimas para comprar eletrônicos, mas não era esse o meu interesse!

O que ver:
Igreja Matriz de Nossa Senhora de Assunção. Uma basílica muito bonita.
Prédio central da Reitoria da Universidade Católica de Assunção: logo ao lado da basílica, com a fachada feita dos tijolinhos tão acracterísticos..
Cabildo: o prédio é bonito e abriga exposições interessantes.
Palácio do Governo
Gran hotel del Paraguay
Panteon de los heroes

Onde comer:
El Bolsi: Estrella 399, Assunção, Paraguai
San Roque: Eligio Ayala e Tacuary, Assunção, Paraguay
El Bar: Paseo Carmelitas.
Lido: Esquina Chile & Palma, Centro, Assunção (serve o Caldo de pescado mais famoso de Assunção).
El cafe de acá: Tte. Vera 1390 esq. Dr. Morra (pois bem, me falaram muito bem desse restaurante, mas a verdade é que nem o taxista e nem a gente a pé conseguiu achar, mas... Comida paraguaia típica!)

Puxa vida, gostei muito de Assunção!